sexta-feira, 26 de março de 2010

Eu faço seu prato, benhê.

Taí uma coisa típica.
Todos sentandos à mesa, o pai na cabeceira, os filhos se servindo, a mãe servindo o pai.

Vi muuuito disto, em almoços de domingo e no jantar dos dias de semana. Eu sempre estranhei tanto esse negócio, mas eu sequer juntava o 2 + 2.
Já havia até esquecido deste passado comidal (ui), quando, dia desses, um colégo de trabalho disse que a esposa sempre "faz" o seu prato (e o dos filhos).

Fiquei meio passada com isso na hora, aí lembrei que em casa era igual. Só não garanto que o papis ficaria com fome se mamis não o servisse. Segundo o colégo, ele faz a comida, mas fica sem comer se a mulher não estiver em casa. (há há)

"Amor, eu cozinhei toda a comida, veja, veja, as panelas estão cheias. Mas você não estava aqui para pô-la no prato... Dormi com fome!" (grunnn... grunnnchhh ***barulho da barriga***)

Sabe como é, a comida não tem o mesmo sabor.

quinta-feira, 25 de março de 2010

As reclamonas. (parece nome de dupla de música brega)

Apenas pra não esquecer, umas poucas coisinhas que estive pensando.

Estamos (eu, minha irmã, minhas amigas) vivendo uma mesma linha de acontecimentos, o que eu até chamei de epidemia de submissão/(que leva à) revolta. Claro que isso não é de hoje, nem de ontem, as coisas não andam bem desde... Desde quando mesmo? Enfim, o que é certo é que, ao meu ver, estamos funcionando com o radar ajustado igual.

Quantas mulheres conhecemos que estão insatisfeitas com a realidade que vivem? Peraí que eu não tenho calculadora à mão.

Acho que a gente sempre notou essas coisas, mas nem sempre notamos o poder para mudá-las. E isso entra noutra questão, tão logo percebemos a possibilidade de mudança, somos chamadas de reclamonas.

Queremos passar por coitadinhas. Já me disseram isso.

E eu não vejo como essa afirmação poderia ser mais contrária à realidade.

Deixe-mos claro: não somos coitadinhas, não estamos com o rabo entre as pernas, olhar baixo, estendendo o prato de ração.

Somos chacais, amigo. Sede de sangue, sacumé?

E tenho dito! Humpf!


(É só algo que estava entalado. Não sou uma chacal. Eu sou uma princesa, claro).

quarta-feira, 24 de março de 2010

Das construções sociais.

O que são características femininas/masculinas?
Faça uma lista daquilo que é inerente a cada gênero, o que faz de uma mulher uma mulher e o que faz de um homem um homem.

Pronto?
Agora, queime.

Comece do zero, imaginando que nada do que é usualmente tido como feminino/masculino (rosa/azul) é regra.
Tente imaginar, sei lá, bem loucamente, que tudo isso é uma construção social.
Um modo de manter a gente nos trilhos.

E vá além, pire total logo de uma vez. Imagine que meninas não nascem amando rosa e boneca, e que meninos não nascem amando azul e carrinho.

E claro, isso tudo embasado num pensamento sem base, louco, pinel, sem um pingo de nexo...

Mas imagine por um momento.

terça-feira, 23 de março de 2010

Do que torna possível.

Tenho tido conversas muito proveitosas com minha irmã e minha amiga.

Numa dessas, com a minha irmã, falando sobre feminismo / machismo, ela disse uma coisa que pretendo carregar agora também comigo.
Dizia que num documentário na tv, foi mostrada uma cena em que uma menina (por volta de quatorze anos) estirada no chão, era punida (não sei o "crime", ter nascido mulher?) por açoitamento, num país de religião muçulmana. A mãe desta menina segurava seus braços firmemente, pra que ela não saísse da posição; o homem que a açoitava mantinha o semblante impassível; e havia uma platéia ao fundo, assistindo. Impassíveis.
A menina tinha a face voltada pra baixo, sem rosto.

É daquelas coisas que criam amargor na gente. Minha irmã sentiu-se assim. Eu não vi a cena, e me senti assim. Mas, daí vem esse outro sentimento que quero levar.
"Pra mim, aquilo não era real. É tão despropositado, que É irreal. Tem que ser. A única forma possível de de continuar, é crer: aquilo não é real. Isso não aconteceu. São atores. É, isso, atores. Isso não aconteceu, e nem acontecerá futuramente. Só assim dá pra continuar".
Eu achei isso tão válido. Quer dizer, cadê a força pra continuar depois de uma cena assim, né?

Seguir lúcida. A gente tem que encontrar meios.

quarta-feira, 17 de março de 2010

=P

Esta noite sonhei que discutia com uma vizinha minha a diferença entre feminino e masculino.


Caramba, isso está ficando fora de controle.

terça-feira, 16 de março de 2010

.

Este blog tem como objetivo registrar tudo o que suas autoras julgarem importantes para tanto.

Isso é absolutamente pessoal, e, ao mesmo tempo, comum à um sem fim de mulheres ao nosso redor.