É hoje o dia em que elegeremos a primeira Presidenta do Brasil.
Não tem como não estar eufórica, e eu estou. Tem gente que pode achar que só ando fazendo propaganda pra Dilma porque ela é mulher. Não. Eu estou fazendo isso também por ela ser mulher.
Na primeira eleição em que o Lula ganhou (em 2002) eu havia votado nele. Na segunda vez (em 2006) eu estava decepcionada com os escândalos do governo (como muitas e muitas pessoas) e votei no Alckmin. Foi mais um voto contra o PT, e não a favor do PSDB. Tanto que esse segundo voto foi o anticlimax do primeiro. Nenhuma emoção da minha parte.
Essa decepção toda aconteceu porque as pessoas esperavam muito do governo petista, estilo 0% de corrupção. Como sabemos, não foi assim, teve corrupção, infelizmente. Mas o que eu vejo é que esses escândalos foram amplamente divulgados, diferentemente do governo anterior, em que muita coisa ficou por debaixo do pano. Não que no governo petista TODAS as roubalheiras vieram à tona, mas sim que elas vieram.
Não dá pra se inocente a ponto de achar que a política vai se desvencilhar da corrupção de uma hora pra outra, ainda mais no nosso país em que as pessoas dizem odiar política, e que lamentam o ato de ir às urnas. Corrupção não ocorre só por causa do político criminoso, mas também pela população que não se interessa pelos caminhos da política e acha que tanto faz, que pior não dá pra ficar. Se está ruim, você vai cruzar os braços e apenas criticar e xingar político de safado, bandido, etc?
Bom, é isso que eles querem, cada um na sua reclamando e não fazendo nada. Pra mudar minimamente alguma coisa, eu não tenho que me sentir fora da política, eu tenho que estar dentro. Eu sou parte de tudo isso.
Cansei de ouvir coisas do tipo: "meu voto não faz diferença". Não acredito nessa afirmação de jeito nenhum!
Tem um vídeo maravilhoso de uma monja zen budista chamada Coen, em que ela diz que quando alguma coisa ruim acontece longe de mim, eu não posso pensar "ah, não é comigo". É sempre comigo.
Eu sempre estou fazendo parte do mundo, do momento, do lugar em que estou, conectada à outras pessoas, momentos, vidas. Eu sou toda mudança necessária para melhorar aquilo que está ruim.
Dizer que o governo PT é corrupto e que não vota mais nesse partido é ser bastante superficial. É claro que eu não sou da turma do "rouba, mas faz", quero que a corrupção tenha um fim, mas ficar batendo nessa mesma tecla toda vez, e não verificar, por exemplo, os dados de quanto o país melhorou nesses últimos anos, é ser meio cabeça dura. Um bom governo pra todos e sem corrupção não vai acontecer se nós, eleitores, ficarmos afastados da política, querer que mude mas nada fazer.
Sou de esquerda, e mesmo o PT tendo sido acusado de ter diminuido seu esquerdismo, ainda fico com eles. Meu voto será um voto de confiança, e acima de tudo, um voto racional. Porque, enquanto concordo plenamente com as ideias da esquerda, coisas que por exemplo o PSOL (Partido Socialista) trouxe fortemente em seu discurso, as pessoas normalmente se desesperam e dizem "socorro, o governo vai tomar minha casa e minha poupança". Há modos e modos de se ver a coisa. Acho que a flexibilização do PT se deve a isso, muitas das ideias de esquerda são meio duras pra serem implantadas agora.
As coisas não vão tão bem quanto eu gostaria, mas não vou me furtar a esse momento significativo. Não mesmo!
Por isso, eu voto 13 neste domingo, pois eleger Dilma presidenta do Brasil é permitir que continuem governando para as camadas pobres, tirando-os desta situação, distribuindo a renda do país, dando possibilidades para que a gente ingresse numa faculdade, etc.
Voto na Dilma porque ela demonstrou estar preparada, e acho ridículo quem arrumou tempo para fazer críticas baseadas em sua aparência e sexualidade, usando motivos tão pífios como não confiar na cara dela (assim, bem racional o argumento. Confiar mesmo a gente confiou na cara de bom moço do Collor, né?), chamando-a de feia, sapatão, entre outras pérolas do mundo machista.
Ela não é o que se espera de uma mulher, delicadinha, frágil, e também não é o modelo de beleza que o olhar da sociedade aprova. Em outras palavras, não é jovem e magra. Por favor, pessoas que baseiam sua opinião desta forma, ampliem um pouquinho suas visões, ok?
Só sei que vou votar feliz da vida, e aguardar ansiosamente a apuração no final do dia. Mas não tenho dúvidas do resultado.
E pelos próximos quatro anos, vou acompanhar o mandato da nossa 1ª presidenta, porque política não tem data pra gente se interessar, tem que ser pra sempre.
Não tem como não estar eufórica, e eu estou. Tem gente que pode achar que só ando fazendo propaganda pra Dilma porque ela é mulher. Não. Eu estou fazendo isso também por ela ser mulher.
Na primeira eleição em que o Lula ganhou (em 2002) eu havia votado nele. Na segunda vez (em 2006) eu estava decepcionada com os escândalos do governo (como muitas e muitas pessoas) e votei no Alckmin. Foi mais um voto contra o PT, e não a favor do PSDB. Tanto que esse segundo voto foi o anticlimax do primeiro. Nenhuma emoção da minha parte.
Essa decepção toda aconteceu porque as pessoas esperavam muito do governo petista, estilo 0% de corrupção. Como sabemos, não foi assim, teve corrupção, infelizmente. Mas o que eu vejo é que esses escândalos foram amplamente divulgados, diferentemente do governo anterior, em que muita coisa ficou por debaixo do pano. Não que no governo petista TODAS as roubalheiras vieram à tona, mas sim que elas vieram.
Não dá pra se inocente a ponto de achar que a política vai se desvencilhar da corrupção de uma hora pra outra, ainda mais no nosso país em que as pessoas dizem odiar política, e que lamentam o ato de ir às urnas. Corrupção não ocorre só por causa do político criminoso, mas também pela população que não se interessa pelos caminhos da política e acha que tanto faz, que pior não dá pra ficar. Se está ruim, você vai cruzar os braços e apenas criticar e xingar político de safado, bandido, etc?
Bom, é isso que eles querem, cada um na sua reclamando e não fazendo nada. Pra mudar minimamente alguma coisa, eu não tenho que me sentir fora da política, eu tenho que estar dentro. Eu sou parte de tudo isso.
Cansei de ouvir coisas do tipo: "meu voto não faz diferença". Não acredito nessa afirmação de jeito nenhum!
Tem um vídeo maravilhoso de uma monja zen budista chamada Coen, em que ela diz que quando alguma coisa ruim acontece longe de mim, eu não posso pensar "ah, não é comigo". É sempre comigo.
Eu sempre estou fazendo parte do mundo, do momento, do lugar em que estou, conectada à outras pessoas, momentos, vidas. Eu sou toda mudança necessária para melhorar aquilo que está ruim.
Dizer que o governo PT é corrupto e que não vota mais nesse partido é ser bastante superficial. É claro que eu não sou da turma do "rouba, mas faz", quero que a corrupção tenha um fim, mas ficar batendo nessa mesma tecla toda vez, e não verificar, por exemplo, os dados de quanto o país melhorou nesses últimos anos, é ser meio cabeça dura. Um bom governo pra todos e sem corrupção não vai acontecer se nós, eleitores, ficarmos afastados da política, querer que mude mas nada fazer.
Sou de esquerda, e mesmo o PT tendo sido acusado de ter diminuido seu esquerdismo, ainda fico com eles. Meu voto será um voto de confiança, e acima de tudo, um voto racional. Porque, enquanto concordo plenamente com as ideias da esquerda, coisas que por exemplo o PSOL (Partido Socialista) trouxe fortemente em seu discurso, as pessoas normalmente se desesperam e dizem "socorro, o governo vai tomar minha casa e minha poupança". Há modos e modos de se ver a coisa. Acho que a flexibilização do PT se deve a isso, muitas das ideias de esquerda são meio duras pra serem implantadas agora.
As coisas não vão tão bem quanto eu gostaria, mas não vou me furtar a esse momento significativo. Não mesmo!
Por isso, eu voto 13 neste domingo, pois eleger Dilma presidenta do Brasil é permitir que continuem governando para as camadas pobres, tirando-os desta situação, distribuindo a renda do país, dando possibilidades para que a gente ingresse numa faculdade, etc.
Voto na Dilma porque ela demonstrou estar preparada, e acho ridículo quem arrumou tempo para fazer críticas baseadas em sua aparência e sexualidade, usando motivos tão pífios como não confiar na cara dela (assim, bem racional o argumento. Confiar mesmo a gente confiou na cara de bom moço do Collor, né?), chamando-a de feia, sapatão, entre outras pérolas do mundo machista.
Ela não é o que se espera de uma mulher, delicadinha, frágil, e também não é o modelo de beleza que o olhar da sociedade aprova. Em outras palavras, não é jovem e magra. Por favor, pessoas que baseiam sua opinião desta forma, ampliem um pouquinho suas visões, ok?
Só sei que vou votar feliz da vida, e aguardar ansiosamente a apuração no final do dia. Mas não tenho dúvidas do resultado.
E pelos próximos quatro anos, vou acompanhar o mandato da nossa 1ª presidenta, porque política não tem data pra gente se interessar, tem que ser pra sempre.