domingo, 31 de outubro de 2010

Eleições 2010 - Eu voto Dilma 13

É hoje o dia em que elegeremos a primeira Presidenta do Brasil.
Não tem como não estar eufórica, e eu estou. Tem gente que pode achar que só ando fazendo propaganda pra Dilma porque ela é mulher. Não. Eu estou fazendo isso também por ela ser mulher.
Na primeira eleição em que o Lula ganhou (em 2002) eu havia votado nele. Na segunda vez (em 2006) eu estava decepcionada com os escândalos do governo (como muitas e muitas pessoas) e votei no Alckmin. Foi mais um voto contra o PT, e não a favor do PSDB. Tanto que esse segundo voto foi o anticlimax do primeiro. Nenhuma emoção da minha parte.
Essa decepção toda aconteceu porque as pessoas esperavam muito do governo petista, estilo 0% de corrupção. Como sabemos, não foi assim, teve corrupção, infelizmente. Mas o que eu vejo é que esses escândalos foram amplamente divulgados, diferentemente do governo anterior, em que muita coisa ficou por debaixo do pano. Não que no governo petista TODAS as roubalheiras vieram à tona, mas sim que elas vieram.

Não dá pra se inocente a ponto de achar que a política vai se desvencilhar da corrupção de uma hora pra outra, ainda mais no nosso país em que as pessoas dizem odiar política, e que lamentam o ato de ir às urnas. Corrupção não ocorre só por causa do político criminoso, mas também pela população que não se interessa pelos caminhos da política e acha que tanto faz, que pior não dá pra ficar. Se está ruim, você vai cruzar os braços e apenas criticar e xingar político de safado, bandido, etc?
Bom, é isso que eles querem, cada um na sua reclamando e não fazendo nada. Pra mudar minimamente alguma coisa, eu não tenho que me sentir fora da política, eu tenho que estar dentro. Eu sou parte de tudo isso.

Cansei de ouvir coisas do tipo: "meu voto não faz diferença". Não acredito nessa afirmação de jeito nenhum!
Tem um vídeo maravilhoso de uma monja zen budista chamada Coen, em que ela diz que quando alguma coisa ruim acontece longe de mim, eu não posso pensar "ah, não é comigo". É sempre comigo.
Eu sempre estou fazendo parte do mundo, do momento, do lugar em que estou, conectada à outras pessoas, momentos, vidas. Eu sou toda mudança necessária para melhorar aquilo que está ruim.

Dizer que o governo PT é corrupto e que não vota mais nesse partido é ser bastante superficial. É claro que eu não sou da turma do "rouba, mas faz", quero que a corrupção tenha um fim, mas ficar batendo nessa mesma tecla toda vez, e não verificar, por exemplo, os dados de quanto o país melhorou nesses últimos anos, é ser meio cabeça dura. Um bom governo pra todos e sem corrupção não vai acontecer se nós, eleitores, ficarmos afastados da política, querer que mude mas nada fazer.
Sou de esquerda, e mesmo o PT tendo sido acusado de ter diminuido seu esquerdismo, ainda fico com eles. Meu voto será um voto de confiança, e acima de tudo, um voto racional. Porque, enquanto concordo plenamente com as ideias da esquerda, coisas que por exemplo o PSOL (Partido Socialista) trouxe fortemente em seu discurso, as pessoas normalmente se desesperam e dizem "socorro, o governo vai tomar minha casa e minha poupança". Há modos e modos de se ver a coisa. Acho que a flexibilização do PT se deve a isso, muitas das ideias de esquerda são meio duras pra serem implantadas agora.
As coisas não vão tão bem quanto eu gostaria, mas não vou me furtar a esse momento significativo. Não mesmo!
Por isso, eu voto 13 neste domingo, pois eleger Dilma presidenta do Brasil é permitir que continuem governando para as camadas pobres, tirando-os desta situação, distribuindo a renda do país, dando possibilidades para que a gente ingresse numa faculdade, etc.
Voto na Dilma porque ela demonstrou estar preparada, e acho ridículo quem arrumou tempo para fazer críticas baseadas em sua aparência e sexualidade, usando motivos tão pífios como não confiar na cara dela (assim, bem racional o argumento. Confiar mesmo a gente confiou na cara de bom moço do Collor, né?), chamando-a de feia, sapatão, entre outras pérolas do mundo machista.
Ela não é o que se espera de uma mulher, delicadinha, frágil, e também não é o modelo de beleza que o olhar da sociedade aprova. Em outras palavras, não é jovem e magra. Por favor, pessoas que baseiam sua opinião desta forma, ampliem um pouquinho suas visões, ok?
Só sei que vou votar feliz da vida, e aguardar ansiosamente a apuração no final do dia. Mas não tenho dúvidas do resultado.
E pelos próximos quatro anos, vou acompanhar o mandato da nossa 1ª presidenta, porque política não tem data pra gente se interessar, tem que ser pra sempre.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Serra cafetão.

Esta é a mais nova tag de sucesso criada no twitter: #serracafetao.
Acreditem se quiser: o candidato José Serra, em seu último discurso em Uberlândia, pediu que seus eleitores conquistem mais um voto para ele. Já pras moças bonitas, ele pede que conquistem 15.
Como? O danadinho dá a dica: é só mandar e-mail pros pretendentes dizendo que quem votar 45 no domingo, tem mais chances com elas.


O que dizer desta belíssima demonstração de desrespeito, machismo e sei lá mais o que desta pessoa???


Transcrevo as palavras exatas:
“Se você é uma menina bonita, tem que conseguir 15 votos. Pegue a lista de pretendentes e mande um e-mail. Fale que quem votar em mim tem mais chance com você”, pediu o presidenciável tucano, José Serra, diante de simpatizantes em Uberlândia (MG), nesta quinta-feira (28).

Só posso dizer que agora sim ele vai passar de 39% de votos (segundo as últimas informações do IBOPE) para 35%... 33%... 30%...
Vai cair bunitu!!!
Ah, e pra quem puder, deem uma olhada pela net sobre as reações das pessoas. A fala dele foi super infeliz, mas tá engraçado demais o que o povo anda escrevendo.
Tipo, que se o Serra ganhar, vai tirar o Bolsa Família e criar o Vale Bolsinha.
Fazer o que, é rir pra não chorar, e é dando que se recebe voto pro Serra!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"...que pena, não sou o que você quer de mim..." *

Pra eu ser mulher, eu não preciso ser boazinha.
Pra ser mulher, eu não preciso ser recatada, fútil, vaidosa, fofoqueira, delicada, sensível. Não preciso achar que sempre tem algo de errado comigo, e que eu devo consertar isso custe o que custar, fazendo academia, plástica ou comprando uma roupa nova que valorize meus pontos fortes e esconda os ruins.
Eu não preciso detestar minha barriga, meu cabelo, a curva do dedinho do pé. Não preciso gostar de novela, nem de filme com final feliz com direito a casamento e vários filhos na varanda.
Não tenho que ver as outras mulheres como rivais em potencial, nem ser a dissimulada, obscura, misteriosa, emocional, cobra cascavel, jararaca...
Não tenho que ser dependente de ninguém.
Eu não preciso, de forma alguma, achar que eu tenho que ser "difícil" nos relacionamentos amorosos, usando, ou melhor, deixando de usar meu sexo como uma prova de pureza e valorização do que sou. Não preciso tachar ou ser tachada de fácil, certinha, vaca, pra casar ou pra ficar por ser, ou não ser, um ser sexualizado. E, muito menos, ter a ideia de que homens comem, mulheres são comidas.
Eu não sou puta, eu não sou santa.
Mas, se por acaso, eu for uma dessas coisas, ou várias dessas coisas, isso não me define como mulher.
Não sou uma personagem caricata.
Eu sou real, e vivo cada dia tentando descobrir o que é, afinal, ser mulher.
E isso nada tem haver com o que a sociedade espera de mim.
.
Este post é mais um lembrente pra mim mesma parar de me preocupar e agir exatamente assim.
É difícil estar imersa num mundo que me ensina a pensar dessa forma sobre mim e sobre as outras mulheres. Todas nós somos treinadas. Dizem que são coisas naturais, biológicas, mas, na verdade, são coisas culturais. Variam um pouco de lugar pra lugar, e de tempos em tempos, as regras mudam. A regra que não muda é: não temos como ganhar essa batalha! Nunca se está bonita, magra, jovem o suficiente.
Não há problemas em querer ser bonita e gostar disso, ou assistir novela e se intitular manteiga derretida. O chato é quando isso começa a ser cobrado, esperado, e tudo que for diferente disso considerado anormal. E pior, quando parece que só o que há pra se preocupar no mundo é isso. É limitador.
Gosto de pensar que somos bem mais que isso, e podemos quebrar esses pensamentos do que é ser mulher e do que não é ser, falando (e muito) a respeito, questionando, escrevendo um blog...
É possível.

Deve ter um monte de erros neste post. Sorry. Depois eu reviso.


* o título se refere à uma música que gosto muito, da Karina Buhr, "Eu menti pra você".

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dia Lilás.

Hoje é o Dia Lilás, uma data para se comemorar e avaliar a participação das mulheres nestas eleições. Creio que, principalmente, a participação na campanha presidencial.
Independentemente de nossas posições partidárias, acho que devemos aplaudir o fato de que tivemos duas mulheres no 1º turno disputando o cargo para presidenta, e ambas foram muito bem votadas. Eu nunca tinha visto isso acontecer.
Mesmo assim, ainda temos pouca representação em cargos políticos, por vários motivos, como por exemplo, não somos levadas tão a sério ainda para nos candidatarmos (sim, os partidos claramente dão preferência ao sexo masculino) e nós não falamos tanto sobre o assunto para saber se gostamos de política ou não. Tem muita gente (homens e mulheres) que não se aprofundam no tema e já dizem que dele não gostam. O que ocorre é que esse comportamento é esperado nas mulheres, claro, se tem a ideia que temos assuntos mais importantes a tratar, como lavar roupa e fazer a janta.
Então fica aquela coisa, acham que não somos tantas no congresso porque não nos interessamos por política, quando na verdade, não estamos lá porque não conhecemos sobre.
Temos que quebrar esse tabu, as coisas melhoraram, mas ainda falta muito para que nossa representatividade seja equiparada a dos homens.

E sim, eu tô a-man-do política!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

15 de Novembro.

Esta é a data do primeiro Sarau Feminista que vamos fazer. (Este vamos inclui: Elisa, Daiane e eu, Cia Porta-Treco)
Pois bem, há um sem fim de coisas para tirar do papel, e das nossas cabeças, isto é algo que sempre falamos: na minha cabeça, tá lindo! rsrs.
Acredito tanto nessas ideias loucas da gente, loucas e absolutamente possíveis. A gente tem essa vontade de fazer a diferença, de mudar o mundo, estes clichês todos, eu sei, mas é isso que faz valer a pena. É isso que eu vejo que funciona pra mim, isso que torna possível fazer as outras coisas, aquelas que são pura obrigação para sobreviver no mundo atual.
Como, por exemplo, suportar um trabalho formal, que paga pouco, que te limita, que faz você olhar para fora, pela janela, no meio da tarde, e ter vontade de sair correndo porque você vê que aquilo é uma perda de tempo enoooorme.
E não perda de tempo no sentido de "eu adoraria estar pegando um cineminha agora", ou "queria estar dormindo", é um tempo preenchido por coisas sem sentido direto pra mim.
Enquanto eu podia estar discutindo ou aprendendo políticas para o feminismo, ou formas de abordar o tema no sarau, ou lendo o ótimo livro que minha amiga Dai me emprestou, estou enchendo o bolso do meu patrão e continuando... Burra!
É essa a sensação que eu tenho, e, sério, fico com vontade de sair correndo mesmo, chispando. Sinto nesses momentos que o mundo tá acontecendo lá fora, e eu quero tomar parte dele.
Eu sei que estou sendo paga pra isso, e que eu preciso deste dinheiro para continuar bancando meu aprendizado sobre essas coisas todas, mas, minha nossa, é um saco! E eu tenho percebido que, quanto mais leio e aprendo sobre todos esses problemas (desigualdade de gênero, social, racial...), mais, como dizer, impaciente com essa situação eu fico. Porque eu vejo que tá errado, caramba, e enquanto está errado, eu estou lá, carimbando papéis!
Então, no final das contas, sinto que todo esse trabalho monótono é pra eu não ter tempo de pensar nessas coisas, e ser uma funcionária pacata, que faz o seu e não reclama.
Tipo, um zumbi.
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Mas... Retornando ao comecinho deste post/desabafo, dia 15 de novembro, Sarau Feminista.
Vamulá! Estamos cada vez mais impacientes para começar.

sábado, 23 de outubro de 2010

Das nossas opções.

Muito frustrante ver que toda nossa vida, nós mulheres, somos treinadas para sermos esposas e mães. Maternidade e casamento são possibilidades, claro, mas não as únicas existentes. Podemos ser tantas coisas quanto quisermos, mas tem todo um treinamento/condicionamento para que a gente se case e tenha filhos. Brinquedos que apresentam às meninas os afazeres domésticos e da maternidade (mini cozinhas na cor rosa; jogo de panelinhas rosa; vassourinhas; ferrinhos de passar, adivinhe... rosa!; bonequinhas que choram/fazem xixi/falam (isso me dá pânico! é quase um bebê cyborg); ah, enfim, tudo que rege o mundo destes afazeres, tudo rosa, que lógico, é a cor das meninas. ¬¬


Trabalhar? Estudar? Isso pode até ser (embora seja muito mais comum as mulheres abandonarem seus empregos ou não seguirem progredindo nos estudos para se dedicarem exclusivamente aos cuidados dos filhos, ou seja, nós até ingressamos neste mundo, mas saímos muito mais rapidamente do que os homens). O que a sociedade espera mesmo de mim, é que eu procrie. Tem até idade "certa" pra isso, chega um ponto que as pessoas esperam que você esteja casada/noiva ou, ao menos, namorando sério. Dá tristeza de ver que a grande maioria das mulheres tem como maior sonho/meta se casar. E, quanto mais pobre, mais enraizada essa ideia é. É a famosa fuga de uma situação não muito boa; pessoas pobres que vivem já uma vida de privações, de dificuldades, querem mais é sair de casa, etc, tomar pra si uma independência, ter uma vida melhor, e aparentemente, a via mais rápida é o casório. Esta é a meta mais estimulada, e isso tudo cria uma dependência enorme, financeira e emocional, e uma baixa autoestima, quando é alcançada de forma mecânica. Enfim, há essa lacuna na vida de muitas meninas, em relação ao "o que eu vou ser quando crescer". Não vejo propagado temas como: que empregos eu posso ter, que lugares e idiomas posso conhecer, em qual área vou me especializar... Não. Tudo se resume a quantos filhos quero ter, quais serão os nomes, e, aqui onde eu moro, com qual rapaz vou me casar, o da rua de baixo ou o da rua de cima? Todas essa escolhas são realizadas dentro de um mundo limitado, um mundo conhecido desde o nascimento, o bairro em que se nasce e cresce, entre vizinhos que são os amigos de infância...
E onde essa situação acaba descambando, mais tarde? Todo o quadro que vejo, desrespeitos sem fim cometidos contra mulheres em casamentos infelizes, agressões verbais e físicas, tudo isso protegido pelo manto do lar, e pela ideia de propriedade que maridos exercem sobre suas esposas.
Tenho visto isso e uma aparente falta de força por parte das mulheres, omissão e acomodação, e tudo porque não foram estimuladas a serem independentes e fortes, e sim, a serem frágeis e submissas.


Direito às escolhas, às possibilidades, aos sonhos, que são tantos, tantos, tantos... Mas que, simplesmente, não são apresentados para nós. Quanto mais casos destes eu vejo, e por ter sido criada numa família machista/patriarcalista (ou seja, vivi muitas coisas também), mais eu sinto a necessidade de todas as mulheres se juntarem e se ajudarem. Já que a sociedade nos impôs o trabalho de educar @s filh@s, então, que seja!! Façamos isso. Vamos educar estas crianças (não só noss@s filh@s, mas também sobrinh@s, prim@s, vizinh@s, tod@s), com a visão de equilíbrio dos gêneros do feminismo! Está nas nossas mãos uma poderosa ferramenta, somos educadoras!

Todas as coisas são possibilidades para nós.
Ser mãe, ser médica, ser atriz, ser policial, professora, executiva, dançarina...
Ser PRESIDENTA. ;)
E, junto a qualquer uma dessas opções, ser feliz pra caramba!

sábado, 16 de outubro de 2010

Jagged little pill.

Pois bem, após um período de inatividade, parece que este blog vai seguir mesmo. Anteontem veio a notícia que, espero, seja incentivadora pra que esses registros não parem mais. Depois que vi que eu era feminista (sim, pois eu nem sempre tive essa consciência), não teve mais volta. Tudo o que vejo, eu vejo com os óculos do feminismo, não há um botão que possa ser desligado/ligado depois que você toma a "pilulazinha". Por isso o feminismo é uma filosofia de vida, de igualdade entre os gêneros, e você passa a querer essa igualdade todo tempo, e questionar tudo e todos com essa visão.
Só que está na hora de dar um passo além.
Sobre a notícia que recebi: o grupo de teatro do qual faço parte foi convidado pelo coordenador do Centro Cultural de Palmeiras para participar de uma exposição sobre o grupo, portanto, teremos a liberdade de mostrar o que já fizemos e o que acreditamos. Será uma ótima oportunidade pra tirar do papel muitas ideias, e uma delas, é um projeto sobre o feminismo.
A coisa toda está só engatinhando, teremos algumas reuniões para discutir como fazer essa abordagem. Estou animada e ansiosa, porque este tema é muito delicado (aborda simplesmente todos os nossos traços culturais e sociais) o que leva as pessoas a se exaltarem, a favor ou contra.
Vou manter o blog principalmente por causa deste projeto, pois do que adianta ler e me informar sobre o assunto, me revoltar, sensibilizar e aprender caminhos para lutar contra o machismo, e não passar isso adiante?
Precisamos falar sobre, e vai ser um trabalho de formiguinha, sei disso. O primeiro passo já foi dado, a pilulazinha (ela de novo!) foi experimentada. E de fato, como na música, que bem que ela faz!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Todo dia é dia.

Tava vendo o panfleto que eu fiz para o Dia Internacional da Mulher deste ano:

"8 de março

Dia Internacional da Mulher

Vamos além da rosa e do "parabéns pelo seu dia, mulheres".

Vamos PENSAR no porquê deste dia.

Ontem, dia 07 de março, pela 1ª vez em 82 anos de Oscar, uma mulher levou o prêmio de melhor direção pelo seu filme. E há muitas coisas ainda para serem feitas pela 1ª vez por uma mulher.

Feminismo é o movimento social que defende igualdade de direitos e status entre homens e mulheres.

Isto é, não é nem nunca foi um movimento para mulheres tomarem para si a supremacia.

Alguém aí acha justo um sexo ser SUPERIOR a outro?

Equanimidade, equilíbrio. Quem não quer?

Machismo é a crença de que os homens são superiores às mulheres.

O contrário de MACHISMO é FEMISMO.

Femismo é a crença de que as mulheres são superiores aos homens.

Queremos EQUILÍBRIO entre os gêneros. Nem um nem outro sendo o SEXO SUBMISSO.

* * *
Esse assunto não se esgota nunca, há muito o que pensar e outro tanto para ser feito. À partir deste dia, não apenas neste dia, PENSE CRITICAMENTE sobre o assunto.
Convidamos* você a ir além da ROSA e do PARABÉNS".

*Cia de Teatro Porta-Treco



Bom, este é o "esquenta" pra um projeto muito legal que estou elaborando com minha grande amiga Daiane, uma idealizadora da cia Porta-Treco, atriz e irmã de coração.
De quebra, ainda explico o nome deste blog, e coloco acima de tudo a ideia de que todo dia é dia pra gente falar sobre o feminismo.
E entrar pro grupo também. ;)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Isso tudo é comum.

Fiquei muito feliz ao ver num outro blog (um grande blog, que foi o meu estalo, o que me serviu de norte pra ver o quanto a sociedade é machista) que há muitas mulheres que passaram por coisas que eu passei.
Demoraram, em alguns casos, para nomearem o que estavam sentindo de feminismo. Demoraram até para conhecer o termo.
Assim, do jeitinho que aconteceu comigo!
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Tudo isso é cultural demais, e a gente tem que discutir mais esse ponto, o que é cultural não é natural. É apenas cômodo pra alguém, um grupo, etc.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Debate.

Amei o que a Dilma disse no debate da Band, no último domingo:
"Entre prender e atender as mulheres que fazem aborto, eu prefiro atender".
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Ufa! Ainda bem que saiu daquele simples sou-contra-o-aborto.
Ninguém é a favor do aborto, ninguém quer que alguém precise fazer um, mas quem precisa, tem que receber total respaldo do governo para tal. Tipo, as milhares de mulheres pobres, marginalizadas por serem mulheres, por serem pobres, e a grande maioria, por ser negra.
São essas que morrem por realizar abortos clandestinos, sem higiene, sem preparo algum.
Elas são criminosas? Para mim, nem um pouco.
Mas pra muitos, caso sobrevivam ao aborto, deveriam ser presas.
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Ah, e pra quem achou a Dilma raivosa: ela foi enérgica até o talo! Amei também!
Homem, se fala como ela falou, está sendo incisivo, firme. Já se é uma mulher que faz o mesmo, ela está nervosa, histérica, etc. Tudo isso porque o que se espera das mulheres é que sejam doces, meigas e delicadas. Enfim, submissas.
Que preguiça dessa ideia, não?

sábado, 9 de outubro de 2010

Pela descriminalização.

Este é um blog feminista, eu sou feminista, então, é lógico que estou do lado dos pró-escolha.
E tem agora, na campanha política, esse lance da descriminalização do aborto. Ou de continuar criminalizando.
E as pessoas fazem sua escolha pelo time: pró-vida X pró-aborto.
Pelamor...
Quem quer um aborto?
E então, parece tão óbvio: você ama a vida, você quer a vida. Fica nesse nível.
Você toma o seu lado diante de vida/morte. E impõe essa sua decisão pra todas as outras pessoas. Opa, pessoas não, mulheres, porque desde sempre homens abortam. Se não querem ter o filho, eles somem. Pronto, abortou. Parece diferente? Parece nada a ver? Não é.
Se fossem os homens que engravidassem, o aborto nunca seria um crime.
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Mas então... Eu não sou petista. Não abracei o partido, porque eu não conheço tanto quanto deveria o PT, e nem política em geral, na verdade. Mas, votarei na Dilma. E tô com um medinho dela não ganhar.
Porque, se não ganhar, será totalmente por essa discussão do aborto. A religião interferindo no estado, coisa e tal.
Se pelo menos o nível da discussão sobre se ampliasse. Mas esta discussão nem começou aqui no Brasil. E agora nem dá tempo pra isso. Pô, o estado é laico! Ou, pelo menos, deveria ser.


Se ela perder, que seja por qualquer outro motivo, caramba!