Então, você sabe que essas coisas todas não são realmente importantes. Mas você se importa.
Você se deixa enganar, se criticando, gastando o seu tempo, morrendo por coisas que não deveria dar sequer atenção.
O seu feminismo está em construção.
Tem coisas por aí, que elas sim, você devia ir atrás. Deveriam ser a sua luta, a sua bandeir. E, se assim fizesse, seria a chata total. Mas é esse o caminho, o exagero para que algo mude.
Você se julga demasiadamente. É o machismo em você.
Descendo cada vez mais, entrando numa competição, enquanto há tantas coisas maiores. Aquelas lutas todas do seu gênero, está lembrada?
Qualquer coisa te derruba, e você vê o quanto ainda é criança.
Ser preterida por outra pessoa, não se achar tão bonita quanto gostaria, querer agradar aos olhos e percepções alheias... O que mais? Você sabe que isso é tão pequeno, mas vai entrando nessa, vai se tornando outra pessoa, com outros pensamentos, com outros sonhos.
Sonhos que te disseram para você sonhar.
Ser linda, jovem, magra, feminina, a mais gostosa, a mais cobiçada, isso não é importante.
Isso não é você.
Príncipe, vida cor de rosa, final feliz, isso não existe. O único final que existe é o final real.
Seja real. Seja do contra. É muito fácil ser como a maioria.
Vá além da rosa, de verdade. Você sabe que isso lhe é muito caro, então por que essa queda toda? Por que parou de pensar tanto?
Não vai sobreviver sendo assim, e sabe disso. Entrar nesse jogo, fazer tudo o que é pedido, não te faz ganhadora. Só há perdedoras e perdedoras. Eis tudo.
Volta logo, tá?
* * { Além da Rosa } * *
Isso tudo é uma visão pelos meus olhos.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Quando tudo parece sem sentido.
Assista esse vídeo e seja feliz!
(estaria eu objetificando os garotos do Kings of Leon? Traí o movimento! Mals ae, etc etc)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Sobre as Blogueiras que me inspiraram.
Nas próximas semanas farei alguns posts sobre blogueiras que me inspiraram pra criar este blog e que me ensinaram muitas coisas sobre feminismo, racismo, homofobia, todas essas coisas que deveríamos abominar, todos nós, seres humanos, mas que parecem muito lógicas pra grande parte das pessoas.
Lembro que quando entrei na internet e conheci essa ferramenta maravilhosa que é o blog, o mais comum era você ver blogs bem diarinho: posts sobre o dia a dia da pessoa, trivialidades, etc. Não que isso seja ruim, mas existia uma despreocupação com o conteúdo que era postado. Faz uns três anos que acesso vários blogs de conteúdo afinado uns com os outros, sobre os temas que escrevi acima. Foi uma grande surpresa quando conheci o primeiro, porque era muito bom, e não era um blog patrocinado, ou seja, a blogueira criava textos super informativos, com qualidade, com conhecimento daquilo que estava falando sem receber tostão.
Uma ótima alternativa pra mídia "imparcial", que escreve e divulga aquilo que trará retorno ($$), e que "puxa a brasa" pro lado que mais convém.
Espero ser bem sucedida nestes próximos posts, sempre que eu quero escrever/estou inspirada minimamente, não posso fazê-lo, e quando tenho tempo, não sai nada da minha cabeça pra escrever. :-/
O intuito maior desses posts futuros é divulgar essas blogueiras (claro, com esses 120 mil acessos diários do meu blog, é óbvio que serão muito bem divulgadas. HÁ!), registrar pra mim mesma cada uma delas, e prestar uma singela homenagem pras mulheres que escrevem muitíssimo bem (vocês nem imaginam o quanto!) e que eu admiro, mando beijos virtuais e jogo confete MESMO. =^.^=
Lembro que quando entrei na internet e conheci essa ferramenta maravilhosa que é o blog, o mais comum era você ver blogs bem diarinho: posts sobre o dia a dia da pessoa, trivialidades, etc. Não que isso seja ruim, mas existia uma despreocupação com o conteúdo que era postado. Faz uns três anos que acesso vários blogs de conteúdo afinado uns com os outros, sobre os temas que escrevi acima. Foi uma grande surpresa quando conheci o primeiro, porque era muito bom, e não era um blog patrocinado, ou seja, a blogueira criava textos super informativos, com qualidade, com conhecimento daquilo que estava falando sem receber tostão.
Uma ótima alternativa pra mídia "imparcial", que escreve e divulga aquilo que trará retorno ($$), e que "puxa a brasa" pro lado que mais convém.
Espero ser bem sucedida nestes próximos posts, sempre que eu quero escrever/estou inspirada minimamente, não posso fazê-lo, e quando tenho tempo, não sai nada da minha cabeça pra escrever. :-/
O intuito maior desses posts futuros é divulgar essas blogueiras (claro, com esses 120 mil acessos diários do meu blog, é óbvio que serão muito bem divulgadas. HÁ!), registrar pra mim mesma cada uma delas, e prestar uma singela homenagem pras mulheres que escrevem muitíssimo bem (vocês nem imaginam o quanto!) e que eu admiro, mando beijos virtuais e jogo confete MESMO. =^.^=
sábado, 1 de janeiro de 2011
2011
♫
It's a new dawn (é um novo amanhecer)
It's a new day (é um novo dia)
It's a new life (é uma nova vida)
For me (pra mim)
And I'm feeling good (e estou me sentindo bem)
Nina Simone, SUA LINDA! ♥
(um mimo para todas as mulheres maravilhosas/lindas/inteligentes/fodonas(haha) que eu conheço, e pra todas as outras desse mundão afora. Beijos, tudonas!) :***
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Posse da Presidenta Dilma.
Enquanto assistia uma reportagem sobre os preparativos da posse, lagriminhas rolaram de meus zoinhos. ç.ç
Isso e meu braço se estendeu automaticamente para o alto:
(na foto: Gloria Steinem (jornalista/ativista feminista americana) e Dorothy Pitman Hughes (ativista feminista americana))
Essa comoção é mais forte do que nós mesmas, vem sem pensar, acho que as imagens são como um gatilho que é acionado, e aí, quando você se dá conta, você está se emocionando por algo que nem sabe explicar direito.
Não se trata de uma emoção com algo individual, só seu, é um arrepio (ui!) sobre a coletividade, algo que é invisível, mas parece poder ser pego no ar de tão forte que é.
Está acontecendo.
(Amanhã, dia 1º de janeiro de 2011, às 13H, cerimônia de posse da Presidenta Dilma. Vo chorá!)
Isso e meu braço se estendeu automaticamente para o alto:
(na foto: Gloria Steinem (jornalista/ativista feminista americana) e Dorothy Pitman Hughes (ativista feminista americana))
Essa comoção é mais forte do que nós mesmas, vem sem pensar, acho que as imagens são como um gatilho que é acionado, e aí, quando você se dá conta, você está se emocionando por algo que nem sabe explicar direito.
Não se trata de uma emoção com algo individual, só seu, é um arrepio (ui!) sobre a coletividade, algo que é invisível, mas parece poder ser pego no ar de tão forte que é.
Está acontecendo.
(Amanhã, dia 1º de janeiro de 2011, às 13H, cerimônia de posse da Presidenta Dilma. Vo chorá!)
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Balancinho 2010.
Pois bem. Dias de debates **muito legais** e meeeeses de ociosidade. O ano em que eu definitivamente vesti a camisa do feminismo. Mesmo que com bastante discrição. Mas é assim mesmo, creio.
Feminismo é uma mudança que vem as poucos, e que provoca muito mais internamente do que externamente. O contrário da nossa entrada na sociedade, né mesmo? Quando temos que engolir todas essas construções sociais de certo/errado, essas coisas que vem de fora.
Não é fácil num mundo inteiro que tem como regra outras pegadas, você chegar com um pensamento/discurso contrário. Todo mundo fala sobre "coisas de mulher" e "coisas de homem", e criminalizam aqueles que pisam fora do seu quadrado. Homem fazendo "coisas de mulher"?
Não é fácil num mundo inteiro que tem como regra outras pegadas, você chegar com um pensamento/discurso contrário. Todo mundo fala sobre "coisas de mulher" e "coisas de homem", e criminalizam aqueles que pisam fora do seu quadrado. Homem fazendo "coisas de mulher"?
Bom, tem um nome pra isso que eu ouço umas duzentas vezes por dia, mais ou menos.
É 'boiolice' e 'viadagem', não necessariamente nessa ordem.
Trabalhe com maioria de homens e veja os temas rodarem, rodarem, rodarem e sempre pararem nisso. Não que mulheres também não falem disso, mas os homens tem uma tara obsessiva por esse tema, devido a criação ("você precisa ser macho, meu filho"). É meio enlouquecedor, até.
Sabem por que há esse desconforto todo, parecido com, sei lá, esfregar cocô de bode na cara do sujeito, em aparentar traços "femininos"? Porque ser/aparentar ser mulher é um ultraje.
Sabem por que há esse desconforto todo, parecido com, sei lá, esfregar cocô de bode na cara do sujeito, em aparentar traços "femininos"? Porque ser/aparentar ser mulher é um ultraje.
Somos o segundo sexo. O sexo submisso.
Quem quer se aparentar com o que vem depois do sexo dominante? Quem quer ser mulher quando mulher na sociedade vale menos que homem? Eu quero é ser homem, pô! (cospe no chão, coça o saco)
Então, entender o feminismo é lutar do lado da igualdade. É parar de achar que isso eu posso, aquilo eu não posso, porque vai me feminilizar. Ou o contrário, masculinizar. Mulher que se masculiniza. Mulher macho, né? Mesma coisa, só que acho que é bem menos tara obsessiva.
Então, entender o feminismo é lutar do lado da igualdade. É parar de achar que isso eu posso, aquilo eu não posso, porque vai me feminilizar. Ou o contrário, masculinizar. Mulher que se masculiniza. Mulher macho, né? Mesma coisa, só que acho que é bem menos tara obsessiva.
Meu, você pode chorar, você pode não se depilar, você pode usar rosa, você pode transar sem compromisso, prove que você é mesmo o único animal racional deste planeta!
Como em outro post que eu escrevi, sobre o rosa/azul. Pegue tudo que é considerado feminino e masculino, entenda o porquê dessas regras todas, e apague essa ideia de que os gêneros são tão delineados assim!
Como em outro post que eu escrevi, sobre o rosa/azul. Pegue tudo que é considerado feminino e masculino, entenda o porquê dessas regras todas, e apague essa ideia de que os gêneros são tão delineados assim!
NÃO SÃO!
Não aceite a ideia de que homens são assim e mulheres são assado porque Deus assim os fez. (Ih, tema complicado, religião. Ai.) Resumidamente: sinto vontade de rir muito com algumas ideias de algumas religiões (regras que foram inventadas pelos próprios homens), quando entram na questão de gênero, sexualidade, etc. Até mesmo na única religião/filosofia que eu admiro, o budismo, eu já vi coisas que envolvem segregação pelo gênero, então, o que eu faço? Fico com a parte boa do budismo, e dos absurdos, eu dou muita risada! Graças a Deusa! ;)
Ah, esse ano foi legal porque elegemos a 1ª Presidenta, as lutas feministas ficaram em evidência, e isso tudo vai crescer nos próximos anos. Espero que as pessoas discutam um passo além daqui por diante, que a visão de todos se amplie.
Ah, esse ano foi legal porque elegemos a 1ª Presidenta, as lutas feministas ficaram em evidência, e isso tudo vai crescer nos próximos anos. Espero que as pessoas discutam um passo além daqui por diante, que a visão de todos se amplie.
Que todas nós possamos ser por fora o que somos por dentro, sem ficarmos noiadas com o que as pessoas vão dizer de mim, aimeudeus!
Que as famílias com outras formações (mulher+mulher, homem+homem) fiquem cada vez mais comuns.
Que uma mulher não precise ouvir que tem que ser uma santa pra sociedade e uma puta para seu homem (hahaha... "Meu homem..." Piada interna!).
Que a gente não se preocupe tanto com nossa aparência, e não gastemos mais nossos salários em um monte de coisa para nos consertarmos/arrumarmos (a gente só conserta o que está quebrado, mulher sempre tá defeituosa então?).
Que a gente envelheça mais sábia, e não tendo medo disso. (Leila Lopes se suicidou por medo da velhice. Você consegue imaginar algo mais triste que isso?). E que a sociedade pare de nos dizer isso também, que passou de certa idade, game over. Não!!! Que a gente viva muito! E bem!!
Que as mães/pais não deem mini cozinhas pra suas filhas nem carrinhos pros filhos, nem briguem (brigar? Tem gente que espancaria a criança se visse uma coisa dessas!) se o menino está brincando de casinha e a menina de bola.
Que as meninas não fiquem esperando por príncipes encantados em cavalos brancos, que os meninos possam chorar bastante (chorar faz bem, viu?), e a exercitar sua sensibilidade. Que não sejam pessoas pautadas pelas diferenças, que não deem notas a partir da aparência das pessoas, que repudiem o racismo, a homofobia, machismo e quaisquer dessas pragas sociais!
Que as mães/pais não deem mini cozinhas pra suas filhas nem carrinhos pros filhos, nem briguem (brigar? Tem gente que espancaria a criança se visse uma coisa dessas!) se o menino está brincando de casinha e a menina de bola.
Que as meninas não fiquem esperando por príncipes encantados em cavalos brancos, que os meninos possam chorar bastante (chorar faz bem, viu?), e a exercitar sua sensibilidade. Que não sejam pessoas pautadas pelas diferenças, que não deem notas a partir da aparência das pessoas, que repudiem o racismo, a homofobia, machismo e quaisquer dessas pragas sociais!
Que o gênero de ninguém, sua cor ou sua orientação sexual sejam determinantes para se receber um "bom dia!" ou uma humilhação ou mesmo "ganhar" um espancamento ou estupro.
Que a gente vá além de todas essas coisas!
Que a gente vá além de todas essas coisas!
•
Que constatação doce e besta essa que nos traz um final de ano. Mesmo que tantas coisas apontem pra um "eu desisto", algumas de nós acreditam numa melhora pro ano novo.
Quanta coisa chata, triste, nos fizeram sentir um cansaço tão grande da humanidade, e até de nós mesmas, quantas vezes por dia a gente passa por coisas ou vê pessoas passando por elas e mal conseguimos nos arrastar até a cama.
Mas essa "coisa" nunca acaba. Essa força. Acho que é esperança.
Na verdade, que bom que é assim. Doces e bestas, forever! ♥♥♥
Um 2011 do melhor para todas(os)!!!
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Não me canso de ficar surpresa com essas coisas.
Hoje fiquei sabendo de mais uma mulher que não trabalha porque o maridinho não deixa.
Fiquei muito brava e acho que me excedi nos comentários, mas é que não dá pra ficar com cara de paisagem diante dessas coisas, né mesmo?
Uma pessoa muito inteligente, a Aline Chiaradia, escreveu no blog dela uma coisa tão legal (como tudo que ela escreve) que os homens são muito soberbos. Não vou generalizar aqui, direi que há ALGUNS homens que são soberbos. Muito.
Fiquei muito brava e acho que me excedi nos comentários, mas é que não dá pra ficar com cara de paisagem diante dessas coisas, né mesmo?
Uma pessoa muito inteligente, a Aline Chiaradia, escreveu no blog dela uma coisa tão legal (como tudo que ela escreve) que os homens são muito soberbos. Não vou generalizar aqui, direi que há ALGUNS homens que são soberbos. Muito.
Aline completa: há homens que se acham a última bala, a última bolacha do pacote. Concordo.
E esses que não permitem que suas esposas trabalhem, são aqueles que sabem que não o são, que tem certeza que há homens bem mais interessantes, inteligentes, cativantes que eles, por isso tem esse medo de que as mulheres com as quais casaram se deem conta disto e mandem eles passear.
E também não querem dividir suas serviçais, né mesmo? Uma mulher que tem mais atividades no seu dia a dia não terá tempo de ser babá de homem barbado, e eles querem exclusividade.
Com tantas coisas mais importantes e legais que uma mulher pode fazer, algumas ainda tem que conquistar passaporte para fora da cozinha?
DÁ LICENÇA!!!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Perlla, você tem meu respeito...
...mas quase dois meses ouvindo você cantar t-o-d-o dia "tchira tchurou, tchira tchurou, rouá rouaááááá..." simplesmente não dá, amica!
Tento não endoidar e sair jogando clips nas cabeças alheias, porque eu gosto de democracia, e fico muito mal quando nem todos tem a sua chance de expor suas ideias, preferências. Acho profundamente feio da minha parte, mas... Saudades de quando meu trampo era uma ditadura. Tocava-se rock ou rock, e toda manifestação contrária era sumariamente abafada, calada.
Ruim isso, muito ruim, eu sei. Mas o negócio tá feio, e o "É o tchan" na selva, no Japão, nas arábias, na PQP também está sendo degustado. **Suspiros**
Enfim. Crise musical no trabalho, mode on.
Tento não endoidar e sair jogando clips nas cabeças alheias, porque eu gosto de democracia, e fico muito mal quando nem todos tem a sua chance de expor suas ideias, preferências. Acho profundamente feio da minha parte, mas... Saudades de quando meu trampo era uma ditadura. Tocava-se rock ou rock, e toda manifestação contrária era sumariamente abafada, calada.
Ruim isso, muito ruim, eu sei. Mas o negócio tá feio, e o "É o tchan" na selva, no Japão, nas arábias, na PQP também está sendo degustado. **Suspiros**
Enfim. Crise musical no trabalho, mode on.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
"Panis et circenses" - pão e circo
Pensando na vida.
Esperando que no final eu não veja que minhas preocupações foram restritas apenas em nascer e morrer.
*
Marisa Monte, cantando Panis et circenses, música de Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Com sua voz fantástica, com seu vestido azul, óculos escuros e botas, Marisa, você pode tudo! Seu visual me encanta, seja em 1995 ou hoje. Essa música também me faz lembrar das do Raul, sobre a opinião formada sobre tudo, ou de estar sentado no trono de um apartamento esperando a morte chegar enquanto se esforça pra ser um sujeito normal.
Ser tudo aquilo que a sociedade espera. Todo preconceito que existe se baseia no que a sociedade não espera de nós. Resumidamente, você tem que ser um cidadão de bem.
Vocês, assim como eu, já ouviram muito este termo por aí? É típico de pessoas do sexo masculino, héteros e brancas. Ah, e dentro da classe média também.
Status quo, sacam? Não são só essas pessoas que dizem isso, claro, mas a maioria é sim. E o que elas realmente querem dizer é: "Ei, tire as mãos do meu privilégio! Eu sou um cidadão de bem e mereço tudo isso!"
Dizem isso frente tudo aquilo que é diferente deles. Tudo aquilo que não são eles. Como se assim, eles pudessem "apagar" aquilo que não concordam, não aceitam. Agem como se não fosse problema deles também.
Mas como eu já disse em outro post, sou sempre eu, é sempre comigo.
Esperando que no final eu não veja que minhas preocupações foram restritas apenas em nascer e morrer.
*
Marisa Monte, cantando Panis et circenses, música de Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Com sua voz fantástica, com seu vestido azul, óculos escuros e botas, Marisa, você pode tudo! Seu visual me encanta, seja em 1995 ou hoje. Essa música também me faz lembrar das do Raul, sobre a opinião formada sobre tudo, ou de estar sentado no trono de um apartamento esperando a morte chegar enquanto se esforça pra ser um sujeito normal.
Ser tudo aquilo que a sociedade espera. Todo preconceito que existe se baseia no que a sociedade não espera de nós. Resumidamente, você tem que ser um cidadão de bem.
Vocês, assim como eu, já ouviram muito este termo por aí? É típico de pessoas do sexo masculino, héteros e brancas. Ah, e dentro da classe média também.
Status quo, sacam? Não são só essas pessoas que dizem isso, claro, mas a maioria é sim. E o que elas realmente querem dizer é: "Ei, tire as mãos do meu privilégio! Eu sou um cidadão de bem e mereço tudo isso!"
Dizem isso frente tudo aquilo que é diferente deles. Tudo aquilo que não são eles. Como se assim, eles pudessem "apagar" aquilo que não concordam, não aceitam. Agem como se não fosse problema deles também.
Mas como eu já disse em outro post, sou sempre eu, é sempre comigo.
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domingo, 21 de novembro de 2010
Na tv.
Ontem eu tava vendo na tv um programa daqueles ditos "femininos", seja lá o que isso queira dizer, e haviam três mulheres mais a apresentadora discutindo sobre iniciativa nos relacionamentos. Deveria o homem ou a mulher tomar a dianteira em relação a isso? Alguma dúvida de qual era a opinião delas?
O pior é que esses programas são iguais a uma nova plástica da Angela Bismarchi, é horrível, mas você tem que continuar vendo. Tentei achar na net o nome do programa e da apresentadora, mas o combo "apresentadora+televisão+loira", localizou vários exemplares, menos a que eu queria. Talvez se eu tivesse tentado "apresentadora+televisão+loira+asneirices". Ahh... Deixa pra lá.
Continuando, apenas uma das debatedoras disse ser a favor da mulher abordar o homem, e tinha lá uma história pra contar em que ela fez isso. Mas claro, frisando que só o fez porque o rapaz não tomava a frente nunca, coisa de um ano (que ela não é nenhuma desfrutável, lógico). As outras riam enquanto esta moça relatava seu caso, e eu ainda não entendi o porquê.
Seria essa moça uma transgressora, e a situação ridícula e algo a ser evitado a todo custo, e a simples menção do ato faz as outras mulheres (as lúcidas que nunca fariam isso) rirem muito? Ah, e riram mais ao saber que a moça virou apenas amiga do cara. Essa parte eu já achei perversa mesmo.
A querida apresentadora ainda disse que mulheres são princesas (sooono), e que na história da Cinderela (sim, ela faz paralelo com os contos de fadas) quem fica esperando pacientemente o príncipe aparecer é ela, não o contrário.
Princesas não salvam seus homi, nããão, nunca. É ele, o macho da espécie que vai ao seu encontro, levando uma prenda, um sapatinho de cristal. E completou que a mulher quer ser conquistada, e ela tem como fazê-lo. (piscadinha marota)
Gente, porque que elas não falam com todas as letras, "Está claro que nós, mulheres, só temos valor por uma coisa: nossa vaginas! É óbvio que este é o único atrativo que temos, portanto, mantenham-se castas, puras, façam "doce", um charminho, pois a partir do momento em que você tomar as rédeas e perguntar na lata "E aí, tem jeito?", estará condenada a arder no mármore do inferno! E solteirona!! (o horror, o horror)
Pois a característica mais valorizada ao lado da castidade é a submissão. Quem não sabe disso? Se não agir assim, nada mais fará você agarrar seu homem, o seu príncipe encantado. Game over pra você, fia!"
Porque é isso que elas pensam, e eu sei que seria bem mais legal se elas falassem exatamente isto. Chega de criar metáforas com cavalos brancos, sapatinhos de cristal e use bem suas armas. Sejam mais sacanas, pô!
Mas sério, tem muita gente que pensa assim ainda? Devo dizer que tenho MUITO medo da resposta.
Feminismo deve ser palavrão pra essas pessoas e feminista a própria besta do apocalipse.
O pior é que esses programas são iguais a uma nova plástica da Angela Bismarchi, é horrível, mas você tem que continuar vendo. Tentei achar na net o nome do programa e da apresentadora, mas o combo "apresentadora+televisão+loira", localizou vários exemplares, menos a que eu queria. Talvez se eu tivesse tentado "apresentadora+televisão+loira+asneirices". Ahh... Deixa pra lá.
Continuando, apenas uma das debatedoras disse ser a favor da mulher abordar o homem, e tinha lá uma história pra contar em que ela fez isso. Mas claro, frisando que só o fez porque o rapaz não tomava a frente nunca, coisa de um ano (que ela não é nenhuma desfrutável, lógico). As outras riam enquanto esta moça relatava seu caso, e eu ainda não entendi o porquê.
Seria essa moça uma transgressora, e a situação ridícula e algo a ser evitado a todo custo, e a simples menção do ato faz as outras mulheres (as lúcidas que nunca fariam isso) rirem muito? Ah, e riram mais ao saber que a moça virou apenas amiga do cara. Essa parte eu já achei perversa mesmo.
A querida apresentadora ainda disse que mulheres são princesas (sooono), e que na história da Cinderela (sim, ela faz paralelo com os contos de fadas) quem fica esperando pacientemente o príncipe aparecer é ela, não o contrário.
Princesas não salvam seus homi, nããão, nunca. É ele, o macho da espécie que vai ao seu encontro, levando uma prenda, um sapatinho de cristal. E completou que a mulher quer ser conquistada, e ela tem como fazê-lo. (piscadinha marota)
Gente, porque que elas não falam com todas as letras, "Está claro que nós, mulheres, só temos valor por uma coisa: nossa vaginas! É óbvio que este é o único atrativo que temos, portanto, mantenham-se castas, puras, façam "doce", um charminho, pois a partir do momento em que você tomar as rédeas e perguntar na lata "E aí, tem jeito?", estará condenada a arder no mármore do inferno! E solteirona!! (o horror, o horror)
Pois a característica mais valorizada ao lado da castidade é a submissão. Quem não sabe disso? Se não agir assim, nada mais fará você agarrar seu homem, o seu príncipe encantado. Game over pra você, fia!"
Porque é isso que elas pensam, e eu sei que seria bem mais legal se elas falassem exatamente isto. Chega de criar metáforas com cavalos brancos, sapatinhos de cristal e use bem suas armas. Sejam mais sacanas, pô!
Mas sério, tem muita gente que pensa assim ainda? Devo dizer que tenho MUITO medo da resposta.
Feminismo deve ser palavrão pra essas pessoas e feminista a própria besta do apocalipse.
sábado, 20 de novembro de 2010
Sobre uma blogueira maravilhosa.
Dia desses escrevi no meu outro blog (hoho, como tenho tempo e o que escrever, né mesmo?) que eu amo a Internet, por causa das coisas que ela me faz conhecer.
Não fosse a net, como eu teria contato com os ótimos textos de uma blogueira chamada Daniela, baiana, negra, feminista, e várias outras coisas maravilhosamente bem exploradas em seu blog, Histórias de Menina?
Entrei em contato com ela para poder utilizar um dos seus posts no Sarau da Consciência Negra, e ela muito gentilmente autorizou e pediu para que eu contasse depois como foi a receptividade. Infelizmente, a falta de planejamento fez nossa participação (cia Porta-Treco) dançar, mas obviamente pretendo usar o texto de Daniela no Sarau Feminista.
Gente que gosta de ler coisa boa, de pessoas que tem o que dizer, visitem o blog desta linda menina!
E aqui o post que eu levarei ao Sarau: Menina vai pra guerra.
Mas vejam o site todo, vale super a pena!
Não fosse a net, como eu teria contato com os ótimos textos de uma blogueira chamada Daniela, baiana, negra, feminista, e várias outras coisas maravilhosamente bem exploradas em seu blog, Histórias de Menina?
Entrei em contato com ela para poder utilizar um dos seus posts no Sarau da Consciência Negra, e ela muito gentilmente autorizou e pediu para que eu contasse depois como foi a receptividade. Infelizmente, a falta de planejamento fez nossa participação (cia Porta-Treco) dançar, mas obviamente pretendo usar o texto de Daniela no Sarau Feminista.
Gente que gosta de ler coisa boa, de pessoas que tem o que dizer, visitem o blog desta linda menina!
E aqui o post que eu levarei ao Sarau: Menina vai pra guerra.
Mas vejam o site todo, vale super a pena!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Notas aleatórias.
Eu vejo que as pessoas ainda não sabem o porquê da existência de algumas datas, como por exemplo, o dia da Consciência Negra. É só caramba, que legal, é feriado! E tem o lance do menosprezo, do ***e negro por acaso tem consciência?***, ou é o dia dos negros, etc. Da mesma forma que mulheres recebem rosas no dia internacional da mulher e parabéns.
*
Tô com certa preguiça de falar sobre com as pessoas. Muita preguiça.
*
Status quo é uma expressão em latim, significa estado em que se encontra algo. Querer mudar o status quo da sociedade atual implica a quebra do poder/supremacia dado a um certo grupo, representado pelo homem branco e hétero, e tirar as minorias dos estados de opressão/submissão, ou seja, qualquer grupo que não apresente as características citadas anteriormente. Mutcho bom ler sobre o assunto.
*
Nós mulheres somos treinadas para sermos emocionais, sensíveis, carentes e outras características que lidam de alguma forma com a parte sentimental que qualquer ser humano tem, homem ou mulher. Mas a coisa é tão repetida pra gente que se acredita que são características biológicas, inseparáveis e quem não tem não é normal. Toda essa meiguice e carência leva a relacionamentos bem toscos, apego, frustrações, baixa autoestima, e casos em que nós, mulheres, princesas delicadas (hoho) e "biologicamente" seres que pensam com o coração, não com a razão, nos envolvemos com caras que cagam em nossas cabeças. Isso é horrível, mas é verdade.
Vamos estudar bastante, conquistar um trabalho bacana, andar esse mundo, dar risada e deixar de lado essas muletas sentimentais. Todo mundo tem a possibilidade de se apaixonar, de casar, de ser sentimental, ou não. Ter a possibilidade não é ter a obrigatoriedade.
Vamos dizer um grande e sonoro desculpaê, mas eu não sou o que você espera de mim.
update: pra quem começa a ler sobre os assuntos, feminismo, racismo, etc, vai ver muito este termo, status quo. Todas as blogueiras que eu leio falam sobre ele.
*
Tô com certa preguiça de falar sobre com as pessoas. Muita preguiça.
*
Status quo é uma expressão em latim, significa estado em que se encontra algo. Querer mudar o status quo da sociedade atual implica a quebra do poder/supremacia dado a um certo grupo, representado pelo homem branco e hétero, e tirar as minorias dos estados de opressão/submissão, ou seja, qualquer grupo que não apresente as características citadas anteriormente. Mutcho bom ler sobre o assunto.
*
Nós mulheres somos treinadas para sermos emocionais, sensíveis, carentes e outras características que lidam de alguma forma com a parte sentimental que qualquer ser humano tem, homem ou mulher. Mas a coisa é tão repetida pra gente que se acredita que são características biológicas, inseparáveis e quem não tem não é normal. Toda essa meiguice e carência leva a relacionamentos bem toscos, apego, frustrações, baixa autoestima, e casos em que nós, mulheres, princesas delicadas (hoho) e "biologicamente" seres que pensam com o coração, não com a razão, nos envolvemos com caras que cagam em nossas cabeças. Isso é horrível, mas é verdade.
Vamos estudar bastante, conquistar um trabalho bacana, andar esse mundo, dar risada e deixar de lado essas muletas sentimentais. Todo mundo tem a possibilidade de se apaixonar, de casar, de ser sentimental, ou não. Ter a possibilidade não é ter a obrigatoriedade.
Vamos dizer um grande e sonoro desculpaê, mas eu não sou o que você espera de mim.
update: pra quem começa a ler sobre os assuntos, feminismo, racismo, etc, vai ver muito este termo, status quo. Todas as blogueiras que eu leio falam sobre ele.
Marcadores:
aleatoriedades,
feminismo,
racismo,
status quo
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Tô meio intolerante.
Levei minha contribuição à exposição até o trabalho, pra de lá levá-la até a Biblioteca de Palmeiras, e por causa do formato curioso do pacote algumas pessoas perguntaram do que se tratava. Uma delas, após minha resposta de que se tratava de uma exposição sobre a consciência negra disse: "e negro por acaso tem consciência?"
Eu fiquei com vontade de mandar essa pessoa tomar... Um copo d'água.
Claro que se eu falasse o que passou pela minha cabeça, ou se desse a dica pra ele enfiar a cabeça na privada e dar uma loooonga descarga, eu seria *A* louca, desequilibrada, sem senso de humor, chata, bruta, e que não sabe rir de uma piadinha sem maldade.
Fico possessa de saber que a maioria das pessoas pensam assim. Que acham que uma piada, um comentário qualquer, como o desse cara, assim dito solto, é só isso, uma piadinha sem maiores consequências.
Racistas? Não meu amor, essas pessoas só tem humor e simpatia saindo pelos poros!
Queridinho, isso que você disse/pensa NÃO É apenas um comentário solto, sem maldade, sem consequência!
Eu só disse na hora: "Risômetro na tela", que é o que eu sempre digo ao ouvir coisas de mau gosto que se acham **engraçadinhas**. Sabe o quadro do Faustão em que comediantes fazem suas esquetes e um termômetro "mede" as risadas do público? Então. A maioria que ganha, que faz o 'risômetro' subir, faz comentários/piadas batidas, que já foram repetidas um zilhão de vezes, e grande parte se apoia no preconceito. Sabe piada que fala de gay, de gordo, nordestino, etc? Esse tipo.
O negócio simplesmente não tem graça! Eu não entendo como as pessoas riem de passar mal. São piadas burras, não são nada além de estereótipos, caricaturas, e falam muito mal, com superioridade, de algum grupo da sociedade, as chamadas minorias, e só fazem repetir: "vamos rir de fulano, olhem só como ele é... Gay!" ou "beltrano é hilário e ridículo, ele é tão... Gordo, rárárá". E dai pra baixo.
Voltando a frase do começo, eu já a ouvi ser dita tanto por ai que eu sei, tenho certeza mesmo, que o cara a disse porque pra ele é automático. Tipos, não dá pra deixar a oportunidade passar, né não? Mas isso não representa o que ele de fato pensa. Nãããão!
Sei que ele não julgaria tão duramente seu ato, e que não se acha racista só porque fez um comentário brincalhão. Ora ora.
Mas eu penso o seguinte, se você não é racista, porque repetir um comentário/frase/piada de mau gosto que só existe porque em algum momento do passado, ela era a lei? Dizia-se que negros não tinham alma, não eram gente, portanto essa frase tão inocente é reflexo de algo que as pessoas realmente acreditavam, ou se não acreditavam, fingiam acreditar pra não perder seus privilégios.
Pra que falar isso, caramba? (E bem na semana da discussão do racismo. Meu amigo é mesmo um primor de sensibilidade).
Porque, é sério, não é engraçado. Racismo nunca será engraçado. *
Tô intolerante com essas situações. Não dou risada, não acho engraçadinho, e não acho que não tem importância.
Eu deveria estar aberta ao diálogo, entoar mantras e explicar direitinho o que eu acho disto para ele, ou pra qualquer um que faça o mesmo papel, mas eu ainda tô com a imagem fresquinha na mente daquela descarga funcionando.
* Tem uma espécie de humor (curiosamente chamado de humor negro) que é justamente inserir numa piada alguma situação trágica, dramática, enfim, algo que não é por si só engraçado. Mas ai tem um contexto onde a piada será contada. Você não pode chegar na situação que quiser e fazer essa junção e chamar de humor negro, e pior, querer que as pessoas riam disso.
Eu fiquei com vontade de mandar essa pessoa tomar... Um copo d'água.
Claro que se eu falasse o que passou pela minha cabeça, ou se desse a dica pra ele enfiar a cabeça na privada e dar uma loooonga descarga, eu seria *A* louca, desequilibrada, sem senso de humor, chata, bruta, e que não sabe rir de uma piadinha sem maldade.
Fico possessa de saber que a maioria das pessoas pensam assim. Que acham que uma piada, um comentário qualquer, como o desse cara, assim dito solto, é só isso, uma piadinha sem maiores consequências.
Racistas? Não meu amor, essas pessoas só tem humor e simpatia saindo pelos poros!
Queridinho, isso que você disse/pensa NÃO É apenas um comentário solto, sem maldade, sem consequência!
Eu só disse na hora: "Risômetro na tela", que é o que eu sempre digo ao ouvir coisas de mau gosto que se acham **engraçadinhas**. Sabe o quadro do Faustão em que comediantes fazem suas esquetes e um termômetro "mede" as risadas do público? Então. A maioria que ganha, que faz o 'risômetro' subir, faz comentários/piadas batidas, que já foram repetidas um zilhão de vezes, e grande parte se apoia no preconceito. Sabe piada que fala de gay, de gordo, nordestino, etc? Esse tipo.
O negócio simplesmente não tem graça! Eu não entendo como as pessoas riem de passar mal. São piadas burras, não são nada além de estereótipos, caricaturas, e falam muito mal, com superioridade, de algum grupo da sociedade, as chamadas minorias, e só fazem repetir: "vamos rir de fulano, olhem só como ele é... Gay!" ou "beltrano é hilário e ridículo, ele é tão... Gordo, rárárá". E dai pra baixo.
Voltando a frase do começo, eu já a ouvi ser dita tanto por ai que eu sei, tenho certeza mesmo, que o cara a disse porque pra ele é automático. Tipos, não dá pra deixar a oportunidade passar, né não? Mas isso não representa o que ele de fato pensa. Nãããão!
Sei que ele não julgaria tão duramente seu ato, e que não se acha racista só porque fez um comentário brincalhão. Ora ora.
Mas eu penso o seguinte, se você não é racista, porque repetir um comentário/frase/piada de mau gosto que só existe porque em algum momento do passado, ela era a lei? Dizia-se que negros não tinham alma, não eram gente, portanto essa frase tão inocente é reflexo de algo que as pessoas realmente acreditavam, ou se não acreditavam, fingiam acreditar pra não perder seus privilégios.
Pra que falar isso, caramba? (E bem na semana da discussão do racismo. Meu amigo é mesmo um primor de sensibilidade).
Porque, é sério, não é engraçado. Racismo nunca será engraçado. *
Tô intolerante com essas situações. Não dou risada, não acho engraçadinho, e não acho que não tem importância.
Eu deveria estar aberta ao diálogo, entoar mantras e explicar direitinho o que eu acho disto para ele, ou pra qualquer um que faça o mesmo papel, mas eu ainda tô com a imagem fresquinha na mente daquela descarga funcionando.
* Tem uma espécie de humor (curiosamente chamado de humor negro) que é justamente inserir numa piada alguma situação trágica, dramática, enfim, algo que não é por si só engraçado. Mas ai tem um contexto onde a piada será contada. Você não pode chegar na situação que quiser e fazer essa junção e chamar de humor negro, e pior, querer que as pessoas riam disso.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
20 de Novembro - Dia da Consciência Negra
Um fim de semana inteiro cortando, colando e pensando em alguma coisa pra fazer pra exposição sobre a Consciência Negra. Assim, pra entregar amanhã, dia 16, algo que eu já sabia faz mais de mês que eu tinha que fazer.
Isso tem nome, procrastinação, e significa adiamento de uma ação. Tudo bem parecer um palavrão, eu mereço!!
Tô com dor nas costas de tanto ficar abaixada pintando e colando, e com dor de cabeça por ver que tem muita coisa que ficou de fora, e que, tá, eu confesso, a minha contribuição tá tosca (hehe, alguma dúvida?). Alguns podem pensar, "poxa, um final de semana pra você fazer isso?". Ok, mereço isso também.
Ah, sim, ainda tenho que preparar minha participação no Sarau (da biblioteca de Palmeiras).
Socorro!!
.
Pelo menos temos boas intenções (não é isso que vale? XD). Falar sobre a aparência da mulher negra, como isso é retratado, e não retratado, nos meios de comunicação; a não representatividade da mulher negra; o que é estimulado pela repetição do que é mostrado na tv, revistas, etc (cabelo liso, traços finos, pele branca, etc) e o que é desencorajado a se ter/parecer (cabelo crespo, pele negra, lábios e nariz grossos, etc); a beleza padronizada, apoiada pela indústria da cirurgia plástica, do alisamento para cabelo, etc.
Alguma dúvida que eu ia ficar devendo alguma coisa pra falar sobre tudo isso?
Isso tem nome, procrastinação, e significa adiamento de uma ação. Tudo bem parecer um palavrão, eu mereço!!
Tô com dor nas costas de tanto ficar abaixada pintando e colando, e com dor de cabeça por ver que tem muita coisa que ficou de fora, e que, tá, eu confesso, a minha contribuição tá tosca (hehe, alguma dúvida?). Alguns podem pensar, "poxa, um final de semana pra você fazer isso?". Ok, mereço isso também.
Ah, sim, ainda tenho que preparar minha participação no Sarau (da biblioteca de Palmeiras).
Socorro!!
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Pelo menos temos boas intenções (não é isso que vale? XD). Falar sobre a aparência da mulher negra, como isso é retratado, e não retratado, nos meios de comunicação; a não representatividade da mulher negra; o que é estimulado pela repetição do que é mostrado na tv, revistas, etc (cabelo liso, traços finos, pele branca, etc) e o que é desencorajado a se ter/parecer (cabelo crespo, pele negra, lábios e nariz grossos, etc); a beleza padronizada, apoiada pela indústria da cirurgia plástica, do alisamento para cabelo, etc.
Alguma dúvida que eu ia ficar devendo alguma coisa pra falar sobre tudo isso?
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Sobre o ENEM.
Tem várias coisas que eu gostaria de escrever sobre isso, mas, por enquanto, vou apontar apenas uma coisa que me incomoda no caso do erro no ENEM: este assunto tomou uma importância gigantesca e de debate superficial.
Basta em qualquer grupo de pessoas você mencionar "enem" que as pessoas começam a emitir sua opinião, uma avalanche de críticas negativas à prova e ao governo.
Palavras como "palhaçada" e "incompetência" rolam soltas, e coisas como "governo da palhaçada" e "governo incompetente" também fazem presença. Ah, além do "é por isso que o Brasil não vai pra frente".
É assim, nesse nível, e para por ai.
.
Bom, eu não preciso de mais ninguém me dizendo isto. Já ouvi, por infelicidade, aquele apresentador, Faccioli*, esbravejar no seu programa sua opinião que é só mais do mesmo, um discurso nervoso e vazio.
Basta em qualquer grupo de pessoas você mencionar "enem" que as pessoas começam a emitir sua opinião, uma avalanche de críticas negativas à prova e ao governo.
Palavras como "palhaçada" e "incompetência" rolam soltas, e coisas como "governo da palhaçada" e "governo incompetente" também fazem presença. Ah, além do "é por isso que o Brasil não vai pra frente".
É assim, nesse nível, e para por ai.
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Bom, eu não preciso de mais ninguém me dizendo isto. Já ouvi, por infelicidade, aquele apresentador, Faccioli*, esbravejar no seu programa sua opinião que é só mais do mesmo, um discurso nervoso e vazio.
Vocês estão putos. Isso eu já sei.
Podemos prosseguir com a discussão?
Parece que a coisa toda ficou restrita a vamos falar mal do enem, todos nós. E ponto. Fica nessa e no final, vejo que há uma mobilização e gasto de energia para desvalorizar, diminuir o valor do que é o ENEM, para assim varrer ele pra bem longe. E por que esse aue todo, tanto barulho por nada? Porque quem faz o enem hoje faz por causa do ProUni (Programa Universidade para Todos). Ahá!
Parece que tudo aquilo que o ENEM representa para o estudante pobre, toda a democratização do ensino superior que ele tornou possível, todas essas coisas valem nada, pois houve um erro na impressão de algumas provas!
.
Não acho que o erro não foi nada demais, acho que a prova tinha que ser impecável. Mas não vou ficar queimando o enem assim.
Que parte da nossa sociedade se interessa e muito para que o ENEM perca a credibilidade e acabe? Quem são aqueles que não estão se aguentando de raiva de ver o filho da empregada ir estudar na mesma sala de aula com eles? Quem quer que o ensino superior seja restrito a algumas pessoas para sempre? Quem não suporta o governo que está tentando acabar com o privilégio deles?
Não faço parte dessa camada privilegiada.
.
Eu fiz a prova que não apresentou erros de impressão, quero fazer faculdade no próximo ano, e se tudo der certo, conseguirei uma bolsa de estudos pelo ProUni. Isso tudo graças a minha participação no ENEM, pois a nota que eu tirar será usada como critério para adquirir esta bolsa. E graças ao governo PT. E mesmo se eu não fosse diretamente beneficiada, eu ia apoiar o ENEM do mesmo jeito. Porque, né, políticas para tornar acessível à todos o que era restrito à uma minoria? Onde é que eu assino?
.
Concluindo, tá na cara que o ENEM é bom, e só está começando. O número de inscritos só tem aumentado, e as universidades que tem aceitado usar sua nota para o estudante ingressar nelas também.
Tenho várias críticas ao ensino educacional no Brasil, claro, quem não quer que as coisas melhorem e continuem melhorando? Todo mundo quer! Só que esse todo mundo não vê que o ENEM já é a mudança, já foi dado um dos passos para a melhoria da educação.
É necessário fazer uns ajustes, não jogar tudo fora!
Há vida após as impressões falhas, tenho certeza. ;)
*este tipo de apresentador, o que quer botar lenha na fogueira e paga de grande entendedor da sociedade e de cara sensível que sabe apontar os problemas da mesma, foi perfeitamente retratado no filme "Tropa de Elite 2", e ele não é um personagem legal. heehe
Parece que tudo aquilo que o ENEM representa para o estudante pobre, toda a democratização do ensino superior que ele tornou possível, todas essas coisas valem nada, pois houve um erro na impressão de algumas provas!
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Não acho que o erro não foi nada demais, acho que a prova tinha que ser impecável. Mas não vou ficar queimando o enem assim.
Que parte da nossa sociedade se interessa e muito para que o ENEM perca a credibilidade e acabe? Quem são aqueles que não estão se aguentando de raiva de ver o filho da empregada ir estudar na mesma sala de aula com eles? Quem quer que o ensino superior seja restrito a algumas pessoas para sempre? Quem não suporta o governo que está tentando acabar com o privilégio deles?
Não faço parte dessa camada privilegiada.
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Eu fiz a prova que não apresentou erros de impressão, quero fazer faculdade no próximo ano, e se tudo der certo, conseguirei uma bolsa de estudos pelo ProUni. Isso tudo graças a minha participação no ENEM, pois a nota que eu tirar será usada como critério para adquirir esta bolsa. E graças ao governo PT. E mesmo se eu não fosse diretamente beneficiada, eu ia apoiar o ENEM do mesmo jeito. Porque, né, políticas para tornar acessível à todos o que era restrito à uma minoria? Onde é que eu assino?
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Concluindo, tá na cara que o ENEM é bom, e só está começando. O número de inscritos só tem aumentado, e as universidades que tem aceitado usar sua nota para o estudante ingressar nelas também.
Tenho várias críticas ao ensino educacional no Brasil, claro, quem não quer que as coisas melhorem e continuem melhorando? Todo mundo quer! Só que esse todo mundo não vê que o ENEM já é a mudança, já foi dado um dos passos para a melhoria da educação.
É necessário fazer uns ajustes, não jogar tudo fora!
Há vida após as impressões falhas, tenho certeza. ;)
*este tipo de apresentador, o que quer botar lenha na fogueira e paga de grande entendedor da sociedade e de cara sensível que sabe apontar os problemas da mesma, foi perfeitamente retratado no filme "Tropa de Elite 2", e ele não é um personagem legal. heehe
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