terça-feira, 26 de outubro de 2010

15 de Novembro.

Esta é a data do primeiro Sarau Feminista que vamos fazer. (Este vamos inclui: Elisa, Daiane e eu, Cia Porta-Treco)
Pois bem, há um sem fim de coisas para tirar do papel, e das nossas cabeças, isto é algo que sempre falamos: na minha cabeça, tá lindo! rsrs.
Acredito tanto nessas ideias loucas da gente, loucas e absolutamente possíveis. A gente tem essa vontade de fazer a diferença, de mudar o mundo, estes clichês todos, eu sei, mas é isso que faz valer a pena. É isso que eu vejo que funciona pra mim, isso que torna possível fazer as outras coisas, aquelas que são pura obrigação para sobreviver no mundo atual.
Como, por exemplo, suportar um trabalho formal, que paga pouco, que te limita, que faz você olhar para fora, pela janela, no meio da tarde, e ter vontade de sair correndo porque você vê que aquilo é uma perda de tempo enoooorme.
E não perda de tempo no sentido de "eu adoraria estar pegando um cineminha agora", ou "queria estar dormindo", é um tempo preenchido por coisas sem sentido direto pra mim.
Enquanto eu podia estar discutindo ou aprendendo políticas para o feminismo, ou formas de abordar o tema no sarau, ou lendo o ótimo livro que minha amiga Dai me emprestou, estou enchendo o bolso do meu patrão e continuando... Burra!
É essa a sensação que eu tenho, e, sério, fico com vontade de sair correndo mesmo, chispando. Sinto nesses momentos que o mundo tá acontecendo lá fora, e eu quero tomar parte dele.
Eu sei que estou sendo paga pra isso, e que eu preciso deste dinheiro para continuar bancando meu aprendizado sobre essas coisas todas, mas, minha nossa, é um saco! E eu tenho percebido que, quanto mais leio e aprendo sobre todos esses problemas (desigualdade de gênero, social, racial...), mais, como dizer, impaciente com essa situação eu fico. Porque eu vejo que tá errado, caramba, e enquanto está errado, eu estou lá, carimbando papéis!
Então, no final das contas, sinto que todo esse trabalho monótono é pra eu não ter tempo de pensar nessas coisas, e ser uma funcionária pacata, que faz o seu e não reclama.
Tipo, um zumbi.
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Mas... Retornando ao comecinho deste post/desabafo, dia 15 de novembro, Sarau Feminista.
Vamulá! Estamos cada vez mais impacientes para começar.

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