Muito frustrante ver que toda nossa vida, nós mulheres, somos treinadas para sermos esposas e mães. Maternidade e casamento são possibilidades, claro, mas não as únicas existentes. Podemos ser tantas coisas quanto quisermos, mas tem todo um treinamento/condicionamento para que a gente se case e tenha filhos. Brinquedos que apresentam às meninas os afazeres domésticos e da maternidade (mini cozinhas na cor rosa; jogo de panelinhas rosa; vassourinhas; ferrinhos de passar, adivinhe... rosa!; bonequinhas que choram/fazem xixi/falam (isso me dá pânico! é quase um bebê cyborg); ah, enfim, tudo que rege o mundo destes afazeres, tudo rosa, que lógico, é a cor das meninas. ¬¬
Trabalhar? Estudar? Isso pode até ser (embora seja muito mais comum as mulheres abandonarem seus empregos ou não seguirem progredindo nos estudos para se dedicarem exclusivamente aos cuidados dos filhos, ou seja, nós até ingressamos neste mundo, mas saímos muito mais rapidamente do que os homens). O que a sociedade espera mesmo de mim, é que eu procrie. Tem até idade "certa" pra isso, chega um ponto que as pessoas esperam que você esteja casada/noiva ou, ao menos, namorando sério. Dá tristeza de ver que a grande maioria das mulheres tem como maior sonho/meta se casar. E, quanto mais pobre, mais enraizada essa ideia é. É a famosa fuga de uma situação não muito boa; pessoas pobres que vivem já uma vida de privações, de dificuldades, querem mais é sair de casa, etc, tomar pra si uma independência, ter uma vida melhor, e aparentemente, a via mais rápida é o casório. Esta é a meta mais estimulada, e isso tudo cria uma dependência enorme, financeira e emocional, e uma baixa autoestima, quando é alcançada de forma mecânica. Enfim, há essa lacuna na vida de muitas meninas, em relação ao "o que eu vou ser quando crescer". Não vejo propagado temas como: que empregos eu posso ter, que lugares e idiomas posso conhecer, em qual área vou me especializar... Não. Tudo se resume a quantos filhos quero ter, quais serão os nomes, e, aqui onde eu moro, com qual rapaz vou me casar, o da rua de baixo ou o da rua de cima? Todas essa escolhas são realizadas dentro de um mundo limitado, um mundo conhecido desde o nascimento, o bairro em que se nasce e cresce, entre vizinhos que são os amigos de infância...
E onde essa situação acaba descambando, mais tarde? Todo o quadro que vejo, desrespeitos sem fim cometidos contra mulheres em casamentos infelizes, agressões verbais e físicas, tudo isso protegido pelo manto do lar, e pela ideia de propriedade que maridos exercem sobre suas esposas.
Tenho visto isso e uma aparente falta de força por parte das mulheres, omissão e acomodação, e tudo porque não foram estimuladas a serem independentes e fortes, e sim, a serem frágeis e submissas.
Direito às escolhas, às possibilidades, aos sonhos, que são tantos, tantos, tantos... Mas que, simplesmente, não são apresentados para nós. Quanto mais casos destes eu vejo, e por ter sido criada numa família machista/patriarcalista (ou seja, vivi muitas coisas também), mais eu sinto a necessidade de todas as mulheres se juntarem e se ajudarem. Já que a sociedade nos impôs o trabalho de educar @s filh@s, então, que seja!! Façamos isso. Vamos educar estas crianças (não só noss@s filh@s, mas também sobrinh@s, prim@s, vizinh@s, tod@s), com a visão de equilíbrio dos gêneros do feminismo! Está nas nossas mãos uma poderosa ferramenta, somos educadoras!
Todas as coisas são possibilidades para nós.
Ser mãe, ser médica, ser atriz, ser policial, professora, executiva, dançarina...
Ser PRESIDENTA. ;)
E, junto a qualquer uma dessas opções, ser feliz pra caramba!
Trabalhar? Estudar? Isso pode até ser (embora seja muito mais comum as mulheres abandonarem seus empregos ou não seguirem progredindo nos estudos para se dedicarem exclusivamente aos cuidados dos filhos, ou seja, nós até ingressamos neste mundo, mas saímos muito mais rapidamente do que os homens). O que a sociedade espera mesmo de mim, é que eu procrie. Tem até idade "certa" pra isso, chega um ponto que as pessoas esperam que você esteja casada/noiva ou, ao menos, namorando sério. Dá tristeza de ver que a grande maioria das mulheres tem como maior sonho/meta se casar. E, quanto mais pobre, mais enraizada essa ideia é. É a famosa fuga de uma situação não muito boa; pessoas pobres que vivem já uma vida de privações, de dificuldades, querem mais é sair de casa, etc, tomar pra si uma independência, ter uma vida melhor, e aparentemente, a via mais rápida é o casório. Esta é a meta mais estimulada, e isso tudo cria uma dependência enorme, financeira e emocional, e uma baixa autoestima, quando é alcançada de forma mecânica. Enfim, há essa lacuna na vida de muitas meninas, em relação ao "o que eu vou ser quando crescer". Não vejo propagado temas como: que empregos eu posso ter, que lugares e idiomas posso conhecer, em qual área vou me especializar... Não. Tudo se resume a quantos filhos quero ter, quais serão os nomes, e, aqui onde eu moro, com qual rapaz vou me casar, o da rua de baixo ou o da rua de cima? Todas essa escolhas são realizadas dentro de um mundo limitado, um mundo conhecido desde o nascimento, o bairro em que se nasce e cresce, entre vizinhos que são os amigos de infância...
E onde essa situação acaba descambando, mais tarde? Todo o quadro que vejo, desrespeitos sem fim cometidos contra mulheres em casamentos infelizes, agressões verbais e físicas, tudo isso protegido pelo manto do lar, e pela ideia de propriedade que maridos exercem sobre suas esposas.
Tenho visto isso e uma aparente falta de força por parte das mulheres, omissão e acomodação, e tudo porque não foram estimuladas a serem independentes e fortes, e sim, a serem frágeis e submissas.
Direito às escolhas, às possibilidades, aos sonhos, que são tantos, tantos, tantos... Mas que, simplesmente, não são apresentados para nós. Quanto mais casos destes eu vejo, e por ter sido criada numa família machista/patriarcalista (ou seja, vivi muitas coisas também), mais eu sinto a necessidade de todas as mulheres se juntarem e se ajudarem. Já que a sociedade nos impôs o trabalho de educar @s filh@s, então, que seja!! Façamos isso. Vamos educar estas crianças (não só noss@s filh@s, mas também sobrinh@s, prim@s, vizinh@s, tod@s), com a visão de equilíbrio dos gêneros do feminismo! Está nas nossas mãos uma poderosa ferramenta, somos educadoras!
Todas as coisas são possibilidades para nós.
Ser mãe, ser médica, ser atriz, ser policial, professora, executiva, dançarina...
Ser PRESIDENTA. ;)
E, junto a qualquer uma dessas opções, ser feliz pra caramba!
Nenhum comentário:
Postar um comentário