Pra eu ser mulher, eu não preciso ser boazinha.
Pra ser mulher, eu não preciso ser recatada, fútil, vaidosa, fofoqueira, delicada, sensível. Não preciso achar que sempre tem algo de errado comigo, e que eu devo consertar isso custe o que custar, fazendo academia, plástica ou comprando uma roupa nova que valorize meus pontos fortes e esconda os ruins.
Eu não preciso detestar minha barriga, meu cabelo, a curva do dedinho do pé. Não preciso gostar de novela, nem de filme com final feliz com direito a casamento e vários filhos na varanda.
Não tenho que ver as outras mulheres como rivais em potencial, nem ser a dissimulada, obscura, misteriosa, emocional, cobra cascavel, jararaca...
Não tenho que ser dependente de ninguém.
Eu não preciso, de forma alguma, achar que eu tenho que ser "difícil" nos relacionamentos amorosos, usando, ou melhor, deixando de usar meu sexo como uma prova de pureza e valorização do que sou. Não preciso tachar ou ser tachada de fácil, certinha, vaca, pra casar ou pra ficar por ser, ou não ser, um ser sexualizado. E, muito menos, ter a ideia de que homens comem, mulheres são comidas.
Eu não sou puta, eu não sou santa.
Mas, se por acaso, eu for uma dessas coisas, ou várias dessas coisas, isso não me define como mulher.
Não sou uma personagem caricata.
Eu sou real, e vivo cada dia tentando descobrir o que é, afinal, ser mulher.
E isso nada tem haver com o que a sociedade espera de mim.
.
Este post é mais um lembrente pra mim mesma parar de me preocupar e agir exatamente assim.
É difícil estar imersa num mundo que me ensina a pensar dessa forma sobre mim e sobre as outras mulheres. Todas nós somos treinadas. Dizem que são coisas naturais, biológicas, mas, na verdade, são coisas culturais. Variam um pouco de lugar pra lugar, e de tempos em tempos, as regras mudam. A regra que não muda é: não temos como ganhar essa batalha! Nunca se está bonita, magra, jovem o suficiente.
Não há problemas em querer ser bonita e gostar disso, ou assistir novela e se intitular manteiga derretida. O chato é quando isso começa a ser cobrado, esperado, e tudo que for diferente disso considerado anormal. E pior, quando parece que só o que há pra se preocupar no mundo é isso. É limitador.
Gosto de pensar que somos bem mais que isso, e podemos quebrar esses pensamentos do que é ser mulher e do que não é ser, falando (e muito) a respeito, questionando, escrevendo um blog...
É possível.
Deve ter um monte de erros neste post. Sorry. Depois eu reviso.
* o título se refere à uma música que gosto muito, da Karina Buhr, "Eu menti pra você".
Pra ser mulher, eu não preciso ser recatada, fútil, vaidosa, fofoqueira, delicada, sensível. Não preciso achar que sempre tem algo de errado comigo, e que eu devo consertar isso custe o que custar, fazendo academia, plástica ou comprando uma roupa nova que valorize meus pontos fortes e esconda os ruins.
Eu não preciso detestar minha barriga, meu cabelo, a curva do dedinho do pé. Não preciso gostar de novela, nem de filme com final feliz com direito a casamento e vários filhos na varanda.
Não tenho que ver as outras mulheres como rivais em potencial, nem ser a dissimulada, obscura, misteriosa, emocional, cobra cascavel, jararaca...
Não tenho que ser dependente de ninguém.
Eu não preciso, de forma alguma, achar que eu tenho que ser "difícil" nos relacionamentos amorosos, usando, ou melhor, deixando de usar meu sexo como uma prova de pureza e valorização do que sou. Não preciso tachar ou ser tachada de fácil, certinha, vaca, pra casar ou pra ficar por ser, ou não ser, um ser sexualizado. E, muito menos, ter a ideia de que homens comem, mulheres são comidas.
Eu não sou puta, eu não sou santa.
Mas, se por acaso, eu for uma dessas coisas, ou várias dessas coisas, isso não me define como mulher.
Não sou uma personagem caricata.
Eu sou real, e vivo cada dia tentando descobrir o que é, afinal, ser mulher.
E isso nada tem haver com o que a sociedade espera de mim.
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Este post é mais um lembrente pra mim mesma parar de me preocupar e agir exatamente assim.
É difícil estar imersa num mundo que me ensina a pensar dessa forma sobre mim e sobre as outras mulheres. Todas nós somos treinadas. Dizem que são coisas naturais, biológicas, mas, na verdade, são coisas culturais. Variam um pouco de lugar pra lugar, e de tempos em tempos, as regras mudam. A regra que não muda é: não temos como ganhar essa batalha! Nunca se está bonita, magra, jovem o suficiente.
Não há problemas em querer ser bonita e gostar disso, ou assistir novela e se intitular manteiga derretida. O chato é quando isso começa a ser cobrado, esperado, e tudo que for diferente disso considerado anormal. E pior, quando parece que só o que há pra se preocupar no mundo é isso. É limitador.
Gosto de pensar que somos bem mais que isso, e podemos quebrar esses pensamentos do que é ser mulher e do que não é ser, falando (e muito) a respeito, questionando, escrevendo um blog...
É possível.
Deve ter um monte de erros neste post. Sorry. Depois eu reviso.
* o título se refere à uma música que gosto muito, da Karina Buhr, "Eu menti pra você".
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